Maria Judite de Carvalho é natural de Covas do Douro, Sabrosa, Vila Real.

Publicou POEMAS DA MINHA ANGÚSTIA em 2011, pela Editora Ecopy; POEMAS DE AMOR E ANGÚSTIA em 2011 pela Editora MOSAICO DE PALAVRAS.

Integrou, as Coletâneas ARTE PELA ESCRITA QUATRO, CINCO E SEIS na forma de poesia e prosa.

Editou em 2013, o livro infantil A SEMENTINHA SOU EU na forma de poesia, Edição de autor.

Integrou os volumes I, II, III e IV das coletâneas POÉTICA - Antologias de poesia e prosa poética da Ed. Minerva - 2012 a 2014.

Integrou em 2014 e 2015, a Antologia de Poesia Contemporânea ENTRE O SONO E O SONHO - Vol. V e VI da Chiado Editora.

Integrou em 2015, a coletânea UTOPIA(S ) da Sinapis Editores.

Integrou o volume I da Antologia de Poesia e Prosa-Poética Contemporânea Portuguesa TEMPLO DE PALAVRAS – I, II, III e IV da Ed. Minerva.

Integrou em 2016 a colectânea TEMPO MÁGICO da Sinapis editores.

Integrou em 2016 a coletânea PARADIGMAS(S) das Edições Colibri.

Integrou a antologia ENIGMA(S) da Sinapis editores em 2016.

Integrou, em 2017, o volume I da antologia ECLÉTICA, com coordenação literária de Célia Cadete e de Ângelo Rodrigues, das Edições COLIBRI.

Em 2017 publicou - PEDAÇOS DO NOSSO CAMINHO - na forma de poesia com fotografias de Jorge Costa Reis



sexta-feira, 28 de outubro de 2016

OS CONDENADOS

Ponte dos Suspiros - Veneza

OS CONDENADOS

Onde estarão as horas, os dias,
Os sonhos  e as ilusões,
As palavras que não fora ditas
Mas silenciadas como malditas
E que se perpetuam eternamente
Num tribunal de lages frias,
Com um relógio parado,
Sem vida, sem tempo 
E sem movimento,
Onde gente que não foi gente
Apenas teve de seu
O pensamento.

Tudo aqui é tão escuro,
Tão vazio e tão cheio de nada,
A noite não acorda o dia
Nem a manhã abraça a madrugada,  
Para confortar os suspiros
Que se escapam pelas frinchas
E se escondem por entre o vento
Levados pelo pensamento.

Aqui …ah aqui!…
Aqui os momentos
Foram fugazes e eternos,
Mas para a alma dos condenados
Não houve tempo, 
Não haverá Céu,
Não houve arrependimento
E nem haverá outro inferno.

21-08-2016 (Ponte dos Suspiros - Veneza) - Autora: Maria Judite de Carvalho (Costa Reis)
"Resevados os direitos de autor."

terça-feira, 25 de outubro de 2016

DIA DE INVERNO


DIA DE INVERNO

Lá longe a chuva cai,
O vento sopra as folhas 
Caídas no chão
E o inverno da vida
Esse bate nas vidraças 
Frágeis e transparentes,
Sempre prontas a denunciarem
O que falta de bom 
E o que abunda de mau,
Dão ênfase ás saudades do passado,
E trazem a esperança desesperançada.

Lá longe…
O frio gela a alma
Fa-la sangrar palavras escritas
Que se finam na boca como loucas
Por não terem sido ditas.

Lá longe…
A manhã acorda chuvosa,
Á tarde a porta se fecha
E a escuridão se enclausura,
Para murchar uma flor 
Que não floresce
E as fontes… ah as fontes, 
Essas não secam 
E molham os sentimentos
Sempre que a noite acontece.

Lá longe…lá muito longe,
Onde o presente é passado
E daqui deste lado
A vida se rende ao destino,
Á espera que num sopro 
Se faça sol no caminho.

Autora: Maria Judite de Carvalho (Costa Reis)
"Resevados os direitos de autor."

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

MULHER DO DOURO


MULHER DO DOURO

Filha da terra barrenta
E do xisto multicor,
Nascida da cópula dos montes,
As raízes foram teu berço
Regadas com os teus olhos,
Que sempre fizeram de fontes
Para acalmar teus escolhos.

De verde te foste vestindo
Sobre os socalcos xistosos,
Da felicidade nasceste incógnita,
Sem saberes onde abraça-la,
Fizeste da vida luta
Esperando encontra-la

Depois!... Depois,
Te molhaste na chuva fria,
Debaixo do ribombar dos trovões, 
Que apagava o teu sonhar
E te anulava as ilusões.

Vives sonhando e cantando
Cantos rimados de amor,
Para colorir os socalcos
Que regas com teu suor,
Numa poesia sem fim
Rimada com o entardecer,
O Douro te viu nascer 
E aos poucos te vê morrer.

23-01-2014 - Autora: Maria Judite de Carvalho (Costa Reis)
"Resevados os direitos de autor."

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

SOBE MARIA

Palácio de Cristal - Porto
                                                                   SOBE MARIA                
                                                               

Sobe a calçada Maria,
Maria sobe a calçada,
Depois de tanta canseira,
Vais descê-la mais cansada.

A noite te lambe a alma
Para esqueceres teu sofrer,
Olhas triste o Sol nascer,
Mas mais triste o vês morrer.

Maria sobe a calçada,
Sobe a calçada... Maria.
O sol já não te ilumina
Porque de ti se escondeu,
Nas pegadas do caminho
Teus chinelos se romperam
E a dor te adormeceu.
Deixaram-te sangrar Maria,
Pelas feridas dum destino 
Do qual Deus se esqueceu.

27-01-2014 - Autora: Maria Judite de Carvalho (Costa Reis)
"Reservados os direitos de autor"

sábado, 8 de outubro de 2016

EU SEI


Eu sei que de mim 
Já pouco resta,
Que a juventude
E os meus sentidos 
Se afundam,
Quanto mais para nós dois
O tempo cresce,
Mais a vida se encurta
Neste Mundo.

O meu amor por ti
Será eterno,
Como o Sol 
Que aquece 
A própria Terra,
É fonte que deita água
E não se esgota 
E no Inverno
Será sempre Primavera. 

Eu sei que caminhamos
Ao contrário, 
Do tempo que se afasta
De nós dois,
Por dentro eu não morro
Não me acordes,
Mas acoita-me 
No colo do teu abraço,
Para de novo
Eu renascer depois. 

23-08-2015
Autora: Maria Judite de Carvalho(Costa Reis)