Maria Judite de Carvalho é natural de Covas do Douro, Sabrosa, Vila Real.

Publicou POEMAS DA MINHA ANGÚSTIA em 2011, pela Editora Ecopy; POEMAS DE AMOR E ANGÚSTIA em 2011 pela Editora MOSAICO DE PALAVRAS.

Integrou, as Coletâneas ARTE PELA ESCRITA QUATRO, CINCO E SEIS na forma de poesia e prosa.

Editou em 2013, o livro infantil A SEMENTINHA SOU EU na forma de poesia, Edição de autor.

Integrou os volumes I, II, III e IV das coletâneas POÉTICA - da Ed. Minerva - 2012 a 2014.

Integrou em 2014 e 2015, a Antologia de Poesia Contemporânea ENTRE O SONO E O SONHO - Vol. V e VI da Chiado Editora.

Integrou em 2015, a coletânea UTOPIA(S ) da Sinapis Editores.

Integrou o volume I da Antologia de Poesia e Prosa-Poética Contemporânea Portuguesa TEMPLO DE PALAVRAS – I, II, III e IV da Ed. Minerva.

Integrou em 2016 a colectânea TEMPO MÁGICO da Sinapis editores.

Integrou em 2016 a coletânea PARADIGMAS(S) das Edições Colibri.

Integrou a antologia ENIGMA(S) I da Sinapis editores .

Integrou, a antologia ECLÉTICA, I E II com coordenação literária de Célia Cadete e de Ângelo Rodrigues, das Edições COLIBRI.

Em 2017 publicou - PEDAÇOS DO NOSSO CAMINHO - na forma de poesia com fotografias de Jorge Costa Reis



domingo, 24 de dezembro de 2017

O PAI NATAL E O LOBO

Madeira 2016/2017
O PAI NATAL E O LOBO


O frio era intenso sobre o Ártico e a Lapónia estava coberta de gelo desde o início do mês de Dezembro.
A noite de consoada aproximava-se e a tarefa da entrega dos presentes, estava a ficar seriamente comprometida, pois o Pai Natal além de ter muita idade, também se encontrava com uma tremenda gripe.
Pensando em todos os meninos e meninas que esperavam a sua visita, quis, com muito custo, dar continuidade à sua missão para que naquele dia todos recebessem presentes. 
Embora doente o Pai Natal saiu de casa, atrelou as renas e seguiu seu caminho para dar cumprimento aos pedidos que lhe tinham sido formulados pela pequenada. 
Já ia a meio da caminhada quando começou a tossir sem parar e, impossibilitado de prosseguir, encostou o trenó e fez uma fogueira para aquecer o corpo velho, cansado e gelado.
A tosse era muita e dificultava-lhe a concentração na lista da distribuição dos presentes, o que o obrigou a suspender a viagem e a  permanecer junto da fogueira, até se sentir um pouco melhor.
Foi então que apareceu um lobo que, ao vê-lo tremendo de frio, despiu a sua pele, cobriu-o com ternura e ficou junto dele toda a noite para lhe fazer companhia.
Quando a madrugada apareceu, linda e radiosa com o Sol a brilhar, o Pai Natal  despediu-se do lobo, subiu para o trenó, apontou as rédeas das renas e seguiu convicto que já mais iria esquecer o gesto ternurento daquele lobo. 
A Paz e o Amor existentes no coração dos anjos do Céu, tinham descido à Terra e ocupado o espírito de todas as criaturas do Planeta para que, em uníssono, todos festejassem o aniversário do nascimento do Mestre Jesus e se fizesse Natal no coração de todos os seres vivos e de toda a Humanidade planetária.

Natal / 2017  

Autora : Maria Judite de Carvalho da Costa Reis
Reservados os direitos de Autor