DO NADA TE DERAM MUITO
Tu não vives
Porque tu nunca viveste,
Porque do nada te deram muito
E te fizeram acreditar,
Que a vida que Deus te deu
Não era para seres feliz
E não era para questionares,
Mas tudo deste à vida
Sem uma contra partida,
Te recusaram a felicidade
E os sonhos para sonhares.
Enclausuraram-te na noite
Logo, logo à nascença
Numa insegurança infernal,
Não te deixaram ser quem eras
E por isso…
Deixaste até de sorrir,
Devido a tanta espera
Pela tua felicidade
Que nunca chegou a vir.
Que malfadado destino
Que fez de ti uma pedinte
E uma cansada peregrina,
Sem direção, sem vida
E sem guarida,
Porque o amor…
O amor te esqueceu
E tu…
Sem os amores
Que nunca tiveste
Mas que sempre julgaste teus
E sem o carinho que não recebeste
Em carências foi transformado,
Fez de ti uma mendiga,
Enquanto foste
Menina, mulher e mãe,
À espera de um afecto,
À espera de um abraço
Que te fizesse estremecer,
Quando tua mão estendias
Para dar e receber.
Ano / 2011
Poema de Maria Judite de Carvalho
Reservados os direitos de autor

Sem comentários:
Enviar um comentário
Obrigado pela visita. Agradeço o seu comentário.