Se desfizeram
25-12-2018
Reservados os direitos de Autor.
Autora: Maria Judite de Carvalho
Maria Judite de Carvalho é natural de Covas do Douro, Sabrosa, Vila Real.
Publicou POEMAS DA MINHA ANGÚSTIA em 2011, pela Editora Ecopy;
POEMAS DE AMOR E ANGÚSTIA em 2011 pela Editora MOSAICO DE PALAVRAS.
Integrou, as Coletâneas ARTE PELA ESCRITA QUATRO, CINCO E SEIS na forma de poesia e prosa.
Editou em 2013, o livro infantil A SEMENTINHA SOU EU na forma de poesia, Edição de autor.
Integrou os volumes I, II, III e IV das coletâneas POÉTICA - da Ed. Minerva - 2012 a 2014.
Integrou em 2014, 2015 e 2019 a Antologia de Poesia Contemporânea ENTRE O SONO E O SONHO - Vol. V, VI e volume XI da Chiado Editora.
Integrou em 2015, a coletânea UTOPIA(S ) da Sinapis Editores.
Integrou o volume I da Antologia de Poesia e Prosa-Poética Contemporânea Portuguesa TEMPLO DE PALAVRAS – I, II, III, IV e V da Ed. Minerva.
Integrou em 2016 a colectânea TEMPO MÁGICO da Sinapis editores.
Integrou em 2016 a coletânea PARADIGMAS(S) das Edições Colibri.
Integrou a antologia ENIGMA(S) I da Sinapis editores .
Integrou, a antologia ECLÉTICA, I, II, III E IV com coordenação literária de Célia Cadete e de Ângelo Rodrigues, das Edições COLIBRI.
Em 2017 publicou - PEDAÇOS DO NOSSO CAMINHO - na forma de poesia, com fotografias de Jorge Costa Reis.
Em 2019 foi uma das vencedoras do XV Concurso Literário "Poesias sem Fronteiras" realizado e organizado pelo Escritor, Dr. Marcelo de Oliveira Souza e realizada a publicação da Antologia pelo "O CELEIRO DOS ESCRITORES" .
Em 2019 recebeu uma MENÇÃO HONROSA no concurso do VII Prémio Literário Internacional Escritor Marcelo de Oliveira Souza, IWA - Brasil.
Em 2020 publicou - CAMINHANDO SOBRE AREIA - na forma de poesia pela Editora CHIADO BOOKS.
Em 2021 foi co-autora da Antologia - LIBERDADE - publicada pela CHIADO BOOKS.
CÂNTICO CINZENTO
Nunca tive tempo para mim,
Porque sempre o ofertei aos outros
E quanto mais eu dava à vida,
Mais a vida me exigia
Sem dó pela minha fadiga.
Os anos passaram e agora…
Agora olho para eles
Cheia de extremos cansaços
E cruzo com lentidão os meus braços,
Demonstrando os meus cansaços.
Já não canto cânticos tristes e cinzentos,
Cheios de contrariedades e lamentos,
A minha glória...
A minha glória
É ter vontade própria,
Igual à que tive quando nasci
E no peito da minha mãe
Me alimentei do seu leite,
Para crescer e estar aqui.
Agora...
Agora nada faço
Que contrarie a minha vontade
E para não ter que calar o meu Eu,
Deixo a minha submissão
Colocada numa prateleira
E ergo à minha decisão
Uma bandeira,
Porque agora!…
Agora que o tempo passou,
É a minha vontade
A minha vitória
Que está dentro de mim
E mesmo que me digam,
Não vale a pena
Não caminhes por aí,
Eu prontamente respondo:
- Para mim…sim para mim...
Para mim sempre vale a pena,
Porque eu quero assim.
5-07-2018
Não dei conta
Da mudança,
Meu rosto
Não é o mesmo,
Minhas mãos
Velhas e cansadas,
Demonstram bem
A diferença.
Meus olhos tristes
E sombrios,
Já não são
O que foram antes,
Eram dois enamorados
Que te seguiam
Como amantes.
Na espera
De os amares,
Eu não dei
Pela mudança,
Foram ficando velhinhos
E cansados
De te esperar.
Eu já não sou mais
Quem fui! …
05-11-2012
DIGAM NÃO À FELICIDADE
Fechem-lhe as portas
E não a deixem entrar,
Para que não estrague as vossas vidas.
Porque ela é vadia, é inconstante
E quando vem… ah!… Quando vem,
Dá-nos sorrisos, faz-nos promessas
E nos promete ser para sempre.
Depois… depois de estarmos
Habituados a ela,
Abandona-nos e vai-se embora,
Deixando-nos sem tecto,
Sem chão e sem janela,
Porque a felicidade mente!…
É leviana, é inconstante
E serve-se da ingenuidade da gente.
Ela brinca, pula, não fede e nem cheira,
Como se a vida de cada um de nós,
Fosse apenas e só apenas
Uma brincadeira.
Proibida ela seja de nos bater á porta!…
Que morra!… E que fique morta!…
Não mais a deixem zombar
Com a vossa cara,
Não mais acreditem nela!…
Porque é louca e inconstante
E quando é generosa
Dá-nos sempre coisa pouca.
Eu abomino os seus falsos sorrisos,
Porque só trazem lágrimas e saudades,
Saudades do que ficou para trás
Ou por viver,
Ela só gosta de gente com sorte,
Porque consegue prende-la até á morte
E não de gente que nasce sem ela,
Que apenas a vê...
Como coisa inatingível e bela.
Deseja-la... ah! Deseja-la,
É um desperdício!…
Conquista-la... é insano!…
Abrir-lhe a porta…
Abrir-lhe a porta
É puro engano.
A felicidade é somítica,
Inconstante
E não se prende à gente,
Depois de nos abraçar e iludir,
Sai e nos abandona
E sem sentir saudades,
Desabriga-nos e nos joga fora.
Digam não!…
Digam não á felicidade,
Porque ela…
Ela sempre se vai embora.